Arquivo paraJunho, 2007

O problema está na sua resposta…

Já ouví algumas palavras sobre familiaridade baseadas em Lucas 4 e Mateus 13:58. Ele não pode realizar muitos milagres por não encontrar fé nas pessoas daquele lugar. Bom, vemos que Jesus queria realizar muitas coisas poderosas, mas a resposta daquelas pessoas era negativa. “Quem é esse ai?” podiam perguntar.

Muitas vezes Deus está querendo fazer grandes milagres na vida das pessoas, derramar avivamento e tal, mas a resposta delas é incredulidade total. Não basta apenas a fé de quem está indo, mas daquele que quer receber. Por isso, quando minstramos louvor em alguns lugares, a glória de Deus não vem com força total. Estamos lá com todo o nosso coração, mas as pessoas se perguntam: “Quem são esses?”. Enquanto nossa resposta não mudar, enquanto acharmos que sabemos de tudo, estaremos perdendo o mover de Deus e nadando no raso.

Amigo dos amigos…

Cameron V. Thompson, no seu livro Os Principais Segredos da Oração, usou esta ilustração: “Uma pobre alma ingressou na escola de oração depois de chegar ao inferno. Pediu alívio para a sua agonia; foi rejeitada. Pediu que um mendigo advertisse os seus irmãos; foi-lhe recusado. Dirigiu sua oração a Abraão, um homem; não conseguia localizar Deus. Não ousou pedir para sair, pois entendia claramente que estava além de qualquer esperança. Ele é o homem que não orava na terra, não foi respondido no inferno e que continuará sofrendo, porque tentou aprender a orar tarde demais” (Lucas 16.19-31, versão atualizadíssima).
Ontem, depois de falar sobre minha amizade com Paola e Alessandra para um grupo, fui levada a refletir sobre minha amizade com Deus. Muitas vezes nós nem precisamos falar nada umas para as outras, só nos olhamos e já sabemos o que a outra está pensando. Conhecemos nossos defeitos, sabemos no tom da voz quando as coisas estão boas ou ruins, sabemos segredos, antes mesmo deles se tornarem “secretos”. Elas conseguem traduzir coisas que sinto e que nem mesmo consigo explicar.
No salmo 25, Davi fala dessa amizade, esse desejo de Deus em fazer seus segredos conhecidos daqueles que o temem. São amigos de aliança, são aqueles que vão com ele quando ele “faz como quem vai adiante”. Ele abre as portas secretas para aqueles que de todo coração se lançam nessa amizade, que abrem mão de todas as suas reservas e aos pés dele decidem ficar. Mas quantas vezes eu não sei como ele está se sentindo, quantas vezes ele deve ter tentado me falar algo, mas devia estar tão cheia de interferências que essas mensagens nunca chegaram até mim. Deus anseia por relacionamento, mas estamos ocupados demais para ouví-lo. E muitas vezes mudamos de lado sendo mais amigos do mundo do que de Deus, amando mais esse século do que Deus. Os amigos do mundo são inimigos de Deus e isso não podemos esquecer.
Deus quer falar, está procurando quem tem ouvidos abertos. Perguntando ” a quem enviarei?”, vasculhando a terra em busca de um coração que está pronto para ouví-lo. E a oração é a chave. Ore até que algo aconteça. Fale com Ele em tempo e fora de tempo, fale dele, ore por pessoas desconhecidas, ore por tudo e por todos.
Oração é conversa. Falar com Ele e Ele fala de volta. Ir conversando com Ele pelo caminho até sermos levados como Enoque. Eu quero ser levada. Desejo de todo coração ficar com o rosto diferente depois de um longa conversa com Deus como foi com Moisés…
continua…

Ver Deus – O Propósito da Vida. Roy e Revel Hession

 

“Qual o propósito da vida? Como posso encontrá-lo? Como posso ter certeza de que é o propósito certo?” Sabemos que o homem que não tem conhecimento de Deus não tem resposta para essas perguntas; hoje, no entanto, há muitos que se chamam de cristãos que também não têm. Porém, se procurarmos na Bíblia, encontraremos uma resposta clara e simples para essa questão fundamental. Ela afirma pura e simplesmente que só existe um propósito para a humanidade, e este propósito é o mesmo, independente de sexo, idade, nacionalidade ou classe social.“Que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor, teu Deus, andes em todos os seus caminhos, e o ames?” (Dt 10.12)“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que [...] andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6.8).“Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12.30).A Bíblia responde, portanto, à pergunta “Qual o propósito da vida?” com esta resposta: conhecer, amar e andar com Deus; numa palavra, ver Deus. De fato, nos tempos antigos, dizia-se que “a finalidade da vida” era “a visão de Deus”. Os teólogos que, no século XVII, elaboraram a Confissão de Westminster, responderam à pergunta “Qual o fim principal do homem?” com esta resposta: “O principal fim do homem é glorificar a Deus e encontrar prazer nele para sempre” (ou “gozá-lo para sempre”, como rezam as traduções oficiais dessa Confissão).  Atualmente, porém, quase não se ouve falar da necessidade de ver Deus. Somente quando nos voltamos para os tempos antigos é que nos damos conta da falta dessa ênfase, tanto na pregação como na vivência do Evangelho. No passado, mesmo nos tempos de trevas espirituais, sempre havia alguns que se consumiam por uma paixão avassaladora – o anseio de ver Deus. Para essas pessoas, só havia um objetivo: conhecer o seu Deus. Elas tinham uma sede de coração e sabiam que só Deus podia satisfazê-la.Quando lemos sobre sua busca apaixonada por Deus, descobrimos que algumas dessas pessoas enveredaram por caminhos estranhos. Havia gente que ia viver nos desertos, em cavernas ou que se retirava para um mosteiro. No desejo de alcançar a santidade “sem a qual ninguém verá a Deus” (Hb 12.14), eles se desfaziam de todo e qualquer bem material ou mortificavam sua carne com suplícios. Às vezes, eram fanáticos; outras vezes, viviam em uma introspecção mórbida. Hoje, nós os vemos como pobres almas desorientadas, escravizadas pelo legalismo e pelo ascetismo. Mas não devemos esquecer que tudo isso era feito no veemente desejo de buscar a Deus e de alcançar a santidade pessoal, a fim de que pudessem ver Deus.Atualmente, a situação é bem diferente. Temos muito mais luz em relação aos textos bíblicos e à mensagem do Evangelho, e olhamos para esses antigos irmãos com um certo desprezo. Infelizmente, porém, essa maior clareza que hoje temos sobre a Bíblia não veio acompanhada de uma crescente paixão para ver Deus. De fato, parece que teve o efeito contrário. Aquela fome e sede de Deus estão claramente faltando, e, aparentemente, temos abaixado nosso alvo na vida cristã para algo bem inferior ao próprio Deus.Hoje, temos duas ênfases que sobressaem. Primeiro, em vez de buscar santificação para ver Deus, o alvo tem sido simplesmente servir a Deus. Passamos a pensar que a vida cristã consiste em servir a Deus da forma mais competente e eficiente possível. As técnicas e os métodos que queremos usar para transmitir a mensagem de Deus é que se tornaram o mais importante. Para realizarmos esse trabalho, precisamos de poder e, assim, em vez de alimentar um anseio por Deus, buscamos poder para servi-lo de forma mais eficaz. De tal forma o serviço passou a ocupar o centro de nosso pensamento que, para avaliarmos a retidão de uma pessoa diante de Deus, olhamos para o sucesso do seu trabalho na obra cristã.Em segundo lugar, existe hoje uma tendência em buscar experiências espirituais interiores. Enquanto muitos cristãos se contentam em viver num nível muito baixo, é animador ver que há gente preocupada com isso. Muitas vezes, porém, essa preocupação não vem tanto da fome de Deus, mas de um anseio por encontrar felicidade, alegria e poder no seu íntimo. Neste caso, acabamos buscando uma experiência no lugar de buscar o próprio Senhor.Tanto um objetivo quanto o outro estão muito aquém da grande e suprema finalidade para a qual Deus nos criou, que é glorificar seu nome e sentir prazer em sua companhia. Jamais conseguirão satisfazer nem o coração de Deus, nem o nosso. Extraído de “We Would See Jesus” (“Queremos Ver Jesus”), de Roy Hession.

Que é que eu faço com esse “eu”?!

Há alguns dias eu estava no meio de uma conversa “avivalista” muito edificante. Falávamos sobre o “power” que queríamos em nossas vidas, sobre andar num novo nível no sobrenatural, revelações. Passei um bom tempo ouvindo meus amigos, enchendo meu coração de expectativa pelo que Deus vai fazer. Até que de repente…

Eu não tinha muito o que dizer e isso começou a me incomodar. Eles falavam do que Deus tinha feito em suas vidas, como foram radicais nessa e naquela situação. Eu estava num jogo de tênis espiritual. Nesse ponto o meu ego não aguentou mais e entrou na quadra pra atrapalhar o jogo. Comecei a falar dos meus grandes feitos, como orei cheia de fé naquela situação e como preguei cheia de poder…Dentro de mim o Espírito sinalizava, mas como o titanic aumentei a velocidade rumo a um grande iceberg.

Lembrando dessa conversa, vejo como ainda sou tão estúpida. Todas essas “grandes” maravilhas não tinham nada a ver comigo. Eu estava nos lugares por mativos errados ou o meu coração estava cheio de feridas e pecados, como uma suja e mal-cheirosa lata de lixo de feira. 
Quando percebi esses sentimentos, caí do cavalo e ví quão estúpido é querer ser reconhecido. Tudo o que me aconteceu, milagres que já presenciei ou momentos marcantes na presença de Deus foi por pura e simples graça, porque em mim mesma não havia nada de bom. Lembro que em algumas situações onde eu parecia uma destemida guerreira, na verdade havia uma egoísta cheia de medo gritando dentro de mim, e um Deus muito forte empurrando ela para o Seu destino. Não tem nada a ver comigo. Ele é o centro.

” Acho que a maioria das coisas que fiz, foram por razões erradas, e muitas das coisas erradas que fiz eu tinha bons motivos. Quanto mais aprendo, mais inseguro de mim mesmo me sinto” Rick Joyner

É engraçado como podemos nos perder, mesmo nos dias bons. Queremos fazer algo para Deus mas nosso coração corrupto tenta sempre inverter os papéis e nos colocar no centro de novo. O que mais desejo agora é manter minha vontade bem quietinha lá na cruz. Encontrar Deus em todo lugar em mim, e a mim mesma em lugar nenhum…quero me perder Nele!

“A fé radical não é um êxito pessoal, pois se fosse bastava que tivéssemos a força de vontade necessária e estaria feito. Ao contrário, é um presente, e a nós cabe reagir correspondentemente, vigiar e orar”. Brennam Manning

Do Entelinhas…leiam isso!

revolution

Esse texto marca um novo tempo na minha vida e na de muitos que estão decididos a deixar o país da mediocridade e adentrar o reino da revolução. (Nota encontrada de um jovem pastor do Zimbabwe, na África, depois de seu martírio pela fé em Cristo)

Sou parte da fraternidade dos que não se envergonham. Tenho o poder do Espírito Santo. A sorte foi lançada. Ultrapassei a linha. A decisão foi feita – sou discípulo dele. Não olharei para trás, não darei trégua, não diminuirei o ritmo, não retrocederei e não ficarei parado. Meu passado está redimido, meu presente faz sentido, meu futuro está assegurado. Não aguento mais essa vida medíocre, andar por vista, joelhos macios, sonhos sem cor, visões amansadas, conversa mundana, doação barata e alvos minimizados.

Não mais preciso de proeminência, prosperidade, posição, promoções, aplausos ou popularidade. Não tenho que estar certo, ser o primeiro, o maioral, reconhecido, louvado, querido ou premiado. Vivo agora pela fé, reclino-me na sua presença, ando por paciência, sou elevado pela oração e obro com poder.

Meu rosto está decidido, minha marcha é acelerada, meu alvo é o seu céu, meu caminho é estreito, minha estrada acidentada, meus companheiros poucos, meu Guia confiável, minha missão clara. Não posso ser comprado, dissuadido, desviado, seduzido, mudado de rumo, iludido ou atrasado. Não recuarei diante do sacrifício, não hesitarei na presença do inimigo, não me entregarei aos valores da popularidade e não perambularei no labirinto da mediocridade.

Não desistirei, não me calarei e não darei trégua até que tenha permanecido, acumulado, orado, pago à vista e pregado à última medida por causa de Cristo. Sou discípulo de Jesus. Devo ir até que ele venha, doar-me até esgotar-me as forças, pregar tudo o que sei, e trabalhar até que ele me pare. E, quando ele vier por si mesmo, não terá problema em me reconhecer… minha bandeira estará clara. 

Casados para sempre?

Ontem à noite toquei violino em um casamento. Apesar da maioria das pessoas não esterem prestando muita atenção no que estava acontecendo, decidi deixar meus preconceitos de lado e ouvir a palavra. Ás vezes fico cansada com a pregação de casamento. Tem gente que consegue transformar esse momento lindo numa coisa completamente cansativa. Mas ontem eu decidi fazer parte da alegria daqueles dois desconhecidos que estavam firmando uma aliança. Foi uma boa decisão. 

O pregador falou coisas tão preciosas e uma delas é o que quero compartilhar. Hoje são tantas pessoas em processo de divórcio, mães solteira e a maior parte das familias estao se quebrando. Os casais acabam esquecendo que depois de casados eles não vivem pra sí mesmos. O egoísmo é o grande pivô dessas separações. Se não estão mais nos satisfazendo damos um “chute” e partimos pra outra. E assim as pessoas vão ficando cada vez mais solitárias, sem sonhos. Olhamos tanto pra nós mesmos, queremos tanto satisfazer a nossa vontade que cansamos dos outros e não mais os servimos. Muitas esposas e esposos começam o casamento muito bem, servem, suportam as diferenças. Até fazem tatuagem jurando amor eterno. Mas quando os seus desejos não são mais atendidos, quando a sua vontade fica em risco, o que era “amor” torna-se indiferença.

Tenho percebido que muitos tem se desviado do propósito de Deus pelas mesmas razões. Estão tão preocupados com seu bem estar, com o que os outros vão pensar dele, no que estão sentindo. Não percebem que estão cada vez mais e mais distante, por que se perderam no caminho olhando tanto para o seu próprio umbigo. Um dos casamentos mais deprimentes que toquei foi um onde a noiva só queria brilhar. Eu não via ela ser romântica nem declarar nada para o noivo. Ela até cantou com sua voz linda, ela tirava fotos, ela dizia poesias, mas tudo isso não para o noivo que ficava sentadinho lá atrás. Fazia pra igreja lotada. Ela dava as costas para o noivo! Isso foi deprimente.

E quantos de nós estamos tendo a mesma atitude para com Deus?! Se é difícil andar no padrão de Deus, porque temos que abrir mão de várias coisas do nosso interesse, nós deixamos o propósito de Deus de lado, pois a nossa vontade é sempre mais importante! E por causa disso, nos divorciamos de Deus. Vamos morar em casas diferentes, com outro estilo de vida, outros pensamentos, outras amizades, não abrindo mão é claro da ” nossa parte” do dinheiro. Você entende? Separação é tão diabólico! 

Enquanto nossos olhos estiverem em nossos interesses, perdemos de ver aquele que é mais do que tudo o que sonhamos! Nos desviamos e nem percebemos isso! Dizemos aquelas palavras: “Não está mais dando certo…você quer uma coisa e eu outra”. Tudo tem a ver com o que nós queremos, com o que nós achamos, o nosso jeito! E Deus? Não é à toa que tanta gente fica por ai se lamentando que Deus não fala mais, que tudo mudou. Pediram o divórcio, assinaram os papéis, escolheram a sua vontade e querem que Deus continue lá, bobão? Se não nos arrepedermos de tudo o que temos colocado na frente dos interesses de Deus, as coisas vão ficar cada dia mais feias e frias!

Não espere ficar recebendo, dê. Não espere ser servido, se doe pra Deus! Olhe para Ele, ainda que suas vontades pereçam, ainda que os seus sonhos se tornem obsoletos, ainda que você perca tudo o que construiu pra você mesmo. O Eu está gritando por atenção, por ser o centro. Dê as costas pra ele e parta em direção ao que realmente importa nessa vida: Jesus!!!
 

texto de um amigo

Este texto eu peguei na página de um amigo muito querido que toca comigo na orquestra…bem simples e bonitinho.

“Eu aprendi que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha;
Que quando você está amando dá na vista;
Que ter uma criança adormecida em seus braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;
Que ser gentil é mais importante do que estar certo;
Que eu sempre posso orar por alguém quando não tenho força para ajudá-lo de alguma outra forma;
Que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;
Que algumas vezes tudo o que
precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;
Que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;
Que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;
Que debaixo da “casca grossa” existe uma pessoa que deseja ser apreciada e amada;
Que Deus não fez tudo num só dia;
O que me faz pensar que eu possa ?
Que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Que eu gostaria de ter dito a minha mãe (pai) que a (o) amava, uma vez mais, antes dela (e) morrer;
Que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua
aparência; Que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a;
Ao refletir sobre isto,aprendi que tenho muito a aprender,e que se alguém pensa saber tudo,é
porque não aprendeu como convém saber!!”