My idea of heaven

Musiquinha bonitinha… eu aqui pensando na “my idea of heaven”…

Você sabe mesmo porque está indo as ruas?

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No início, a adrenalina de ver finalmente os brasileiros indo a luta por aquilo que é direito me fez ter esperança de dias melhores para o país. Os dias foram passando e de repente as manifestações começaram a tomar rumos estranhos. É até engraçado ver as pessoas fazendo aquelas “fotos de orkut” com cartazes e caras pintadas, sorrisos e frases de efeito (vazias). Aqui, nesse ponto, me preocupei. A massa é muito fácil de ser manipulada como sempre em toda a história. Mesmo com frases como “o Brasil acordou”, sabemos que facilmente e sorrateiramente, os manipuladores de sempre podem virar o jogo. Eles tem domínio sobre a mídia, também politicamente são mais fortes que o cidadão, ainda dominam exército e órgão de segurança e só por um grande milagre (desses de abrir o mar e tal) esses poderosos meios ficariam do lado do povo. Preocupa-me a possibilidade de um golpe, não um golpe de estado desses em que viraríamos uma Cuba, não. Um golpe que sorrateiramente pode nos imobilizar e ludibriar as massas a ponto de tornarem a nós mesmos os fascistas (na atitude mas democrático nas palavras), cantando hinos, segurando bandeiras, gritando contra corrupção e ao mesmo tempo beijar as mãos do poder. Nesse momento delicadíssimo de nossa história, precisamos saber bem porque vamos as ruas. “Vou pra rua porque a educação é precária, contra a PEC, hospitais sem qualidade etc…”, não podem ser respostas, pois você sempre viu isso e nunca foi pra rua, ou pelo menos discutiu isso antes, no máximo um lamento diante de uma notícia no Fantástico. Eu estou preocupada com os rumos dessas manifestações. Quem está sorrateiramente dando ordens? É mesmo uma manifestação horizontal? Estaríamos vivendo uma primavera mesmo ou apenas abrindo caminho para um regime ainda mais opressor? Por favor, não deixe de ir as ruas, mas saiba realmente porque! E esteja pronto a morrer por isso. Nas suas atitudes, mostre que é uma verdade na sua vida a honestidade, a vontade de que o próximo tenha uma moradia, saúde e educação de qualidade. Se isso não está saindo do seu coração e se tornando real, me desculpe mas suas reivindicações em cartazes são só fotos no facebook e você está apoiando não a primavera, mas a entrada do inverno mais negro que o Brasil já vivenciou. 

Roda viva

Sou totalmente contra a violência. Ela nunca foi e não será um caminho para a liberdade. Mas o fato é que quando alguém se levanta contra qualquer injustiça, provavelmente sofrerá algum tipo de violência e se sua luta for justa, esse não revidará na mesma moeda, mas plantará uma semente muito mais poderosa do que a força bruta: o amor.
O Brasil está vivendo às vésperas de um campeonato de futebol algo novo pra essa geração. Pela primeira vez, pelo menos desde “os caras pintadas”, a juventude e o povo estão se levantando contra uma injustiça. Como eles mesmo dizem, não se trata de 0,20 centavos, mas é um grito engasgado por justiça nesse país que chegou num limite. Fico imaginando quantas meninas foram abusadas em ônibus lotados, quanta violência, roubos, e pela primeira vez o povo está dizendo “Sou um ser humano e exijo respeito”! Para as autoridades, é muito fácil dar de ombros, afinal, eles estão em seus carrões com ar condicionado, casas nos melhores lugares da cidade, viagens de férias não exatamente nas férias, uma vida boa. Enquanto isso, as pessoas trabalhadoras sofrem tantos abusos nessas capitais que, acredito eu, não tem nem medo do inferno por saberem já o que isso significa. Eu não moraria em São Paulo por nada, mas depois desses protestos, confesso que quase peguei o primeiro ônibus para me juntar a esse grito por justiça! O amor pode mudar realmente as coisas, mas um amor silencioso, que abaixa as orelhas para o que está errado, um amor que não apanha ou morre pelo que acredita não é amor, é omissão, conforto e medo. Meu maior e amado revolucionário nunca foi violento, mas também não se calou diante das injustiças. Ele olhava mais fundo do que a aparência tanto dos opressores quanto dos oprimidos poderia esconder. Ele não teve medo de morrer, apanhou, foi massacrado diante de um público hostil, e foi essa verdade viva que fez com que sua semente ecoasse por toda eternindade e até hoje ele é o único e grande exemplo de como ser revolucionário de fato. Jesus não pegou em pedras ou armas, nem precisou de mídia para que sua revolução atingisse o âmago das injustiça que é o próprio coração obstinado dos homens.
Eu fico emocionada de ver o que está acontecendo nas capitais e acredito que da maneira certa, esse grito engasgado na garganta do povo pode resultar em um novo tempo para nossa democracia.

Mudanças

Tomei uma importante decisão nos últimos dias e é o tipo de coisa que dá um frio na barriga… mas hoje, mais do que nunca tenho absoluta certeza de que Deus está guiando firmemente meus passos! Ás vezes é preciso desafiar a gravidade para ver que você tem asas e que pode ir muito, muito além com Jesus! Como eu amo pertencer a Deus e andar em seus caminhos!